Instituto de Ciência Política - IPOL

História

A história do Instituto de Ciência Política (IPol) da Universidade de Brasília é uma história de inovações, de pluralismo e de expressivas contribuições para o ensino e a pesquisa na Ciência Política. Desde os primeiros passos rumo à implantação do Instituto, a Universidade de Brasília vem desempenhando um papel fundamental no processo de institucionalização da Ciência Política como disciplina acadêmica no Brasil.

O processo de consolidação da Ciência Política enquanto área específica do conhecimento na Universidade de Brasília remete à década de 1970, quando foi criado o Mestrado em “Sociologia do Desenvolvimento” (1970), ligado à linha de pesquisa de “Sociologia Política” do então Departamento de Ciências Sociais. Gláucio Soares, Alexandre Barros, José Carlos Brandi e David Fleischer foram alguns dos professores à frente deste primeiro movimento rumo ao processo de consolidação da Ciência Política na UnB. Estes e outros docentes eram responsáveis por ministrar disciplinas do Mestrado em Sociologia do Desenvolvimento, bem como disciplinas da graduação para estudantes que optavam pela habilitação em Ciência Política, no quadro do programa de bacharelado em Ciências Sociais.

Em 1976, a criação do Departamento de Ciência Política e Relações Internacionais, vinculado ao Instituto de Ciências Humanas, marcou outra etapa crucial no processo de institucionalização disciplina. O Departamento de Ciência Política e Relações Internacionais abrigava um programa de graduação em Relações Internacionais (criado em 1974) e organizava a oferta de disciplinas de Relações Internacionais e de Ciência Política para a graduação.

A partir de 1984, o Departamento de Ciência Política e Relações Internacionais passou a abrigar dois programas de Mestrado, o que denota o caráter inovador da instituição, visto que se  tratava então do primeiro Mestrado em Relações Internacionais a ser implantado no Brasil e um dos primeiros  Mestrados em Ciência Política do país.

No início dos anos 1980, o Departamento de Ciência Política e Relações Internacionais, até então vinculado ao Instituto de Ciências Humanas, passou a integrar a Faculdade de Estudos Sociais Aplicados (FA), inaugurada no dia 22 de abril de 1982.

 Na segunda metade da década, o Departamento de Ciência Política e Relações Internacionais conheceu uma expansão quantitativa e também alcançou significantes melhoras no plano qualitativo. Dois grandes fatores contribuíram para inovações substanciais do Departamento no âmbito do ensino e na pesquisa. Primeiramente, duas doações da Fundação Ford foram recebidas entre 1987 e 1989. Tais doações foram sobretudo empregadas na promoção de eventos acadêmicos, investimentos em tecnologia e aumento do acervo da Biblioteca Central (BCE) da Universidade na área de Ciência Política e Relações Internacionais. O segundo fator foi a criação do primeiro bacharelado pleno em Ciência Política no Brasil, em 1989. Assim, a segunda metade dos anos 1980 foi um período de investimentos e de mudanças acadêmicas expressivas.

Em 1994, através de uma decisão do Conselho Universitário (CONSUNI) foram criados dois departamentos distintos: Departamento de Ciência Política e o Departamento de Relações Internacionais. Estes dois novos departamentos foram então abrigados pelo Instituto de Ciência Política e de Relações Internacionais. Tal organização foi mantida até o início da década de 2000. Em 2002, foi dissolvido o Instituto de Ciência Política e Relações Internacionais, dando assim lugar a dois novos e independentes institutos: o Instituto de Ciência Política (IPol) e o Instituto de Relações Internacionais (IREL).

Pelo atual Instituto de Ciência Política passaram estudantes que hoje se destacam tanto na iniciativa pública quanto na privada, atuando como pesquisadoras/es, professoras/es, gestoras/es, assessores/as parlamentares etc.

O IPol se consagra hoje como um dos mais importantes e inovadores institutos de ensino e de pesquisa em Ciência Política do país. O Instituto mantém sua tradição de excelência acadêmica no ensino e na pesquisa, privilegiando uma abordagem plural da Ciência Política. Seu quadro de professores/as é composto de profissionais advindos/as de diversas instituições brasileiras, assim como professores/as formados em outros países.

Desde a graduação, passando pelas especializações, Mestrado e Doutorado (este último, implantado em 2008),o IPol privilegia uma formação acadêmica rigorosa e diversificada. Inúmeras atividades de pesquisa e de extensão são semestralmente incentivadas e levadas a cabo pelo Instituto. Os grupos de pesquisa do IPol se organizam em diversas áreas da Ciência Política. São eles: o Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades (Demodê); o Laboratório de Pesquisa em Comportamento Político, Instituições e Políticas Públicas (LAPCIPP); o Grupo de Pesquisa “Cidadania,  Identidades e Valores Políticos” (CIVES); e o grupo de Pesquisa “Repensando as Relações entre Sociedade e Estado” (RESOCIE).

O IPol conta também com o Programa de Educação Tutorial em Ciência Política (PET/Pol, criado em 1992), os projetos de extensão “Política na Escola”, “Projeto POLITEIA” e “E eu com isso?” e a empresa júnior de consultoria política Strategos.

Além das diversas atividades de ensino, pesquisa e extensão realizadas no âmbito do IPol, o Instituto também publica quadrimestralmente a Revista Brasileira de Ciência Política, publicação classificada como estrato B1 No Qualis CAPES.

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